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Sunday, March 15, 2009

A logística na Amazônia Paraense - Transamazônica

No início dos anos 70, quando o Brasil vivia o período da ditadura militar e a falsa impressão do “milagre econômico”, Médici, empolgado com o arranque da economia, criou um projeto faraônico: a transamazônica. A rodovia deveria ser pavimentada com 8 mil quilômetros de comprimento, conectando as regiões Norte e Nordeste do Brasil, além do Peru e do Equador. Quando a idéia foi posta em prática, surgiram inúmeros problemas. Primeiro, os trabalhadores ficavam completamente isolados e sem comunicação por meses. Outro aspecto foi o fato da rodovia estar em pleno coração da Amazônia, onde sem recursos, muitos trabalhadores morreram devido à doenças transmitidas por animais silvestres. Tudo isso aliado à falta de planejamento e direção da obra, além dos recursos insuficientes e a situação econômica posterior, transformaram a obra em uma dos maiores fracassos e desperdícios da história do Brasil. Os motivos que levaram o governo brasileiro a tomar a decisão do projeto foram a falsa crença do milagre econonômico, a vontade de criar obras que causassem impacto e reforçassem a idéia do "Brasil potência" e a localização geográfica estratégica da Amazônia, já que na época da ditadura militar, assegurar a soberania nacional era fundamental. Hoje em dia, a Tranzamazônica (BR-230) é sinônimo de problemas. A maioria de sua parte não é pavimentada, sendo intransitável nos períodos de chuva. Além disso, a rodovia provocou o aumento do desmatamento, uma vez que facilita o acesso ao interior da Amazônia. Outros problemas relacionados à obra ainda podem ser citados, como o aumento da violência rural e da prostituição, e a questão indígena.
Por Tiago DantasEquipe Brasil Escola।com

O texto colocado acima trás o que nós já sabemos sobre o descaso da transamazônica, hoje, 15/03/09, convivo aqui em Altamira prestando serviço de consultoria, em plena BR 230, o que nós ouvimos de pelo menos 18 empresários conceituados no município ao realizar o trabalho, é que o Brasil aqui é trabalhado de forma mais intensa, com uma vontade de vencer não comum na nação. Eu sou paraense não conseguia acreditar que em Altamira possuía 90.000 habitantes, e com uma potencial gigantesco de crescimento, são tantos atrativos quanto são os problemas. Os empresários conhecem o descaso e infelizmente se sentem impotentes. O que é mais curioso, são as histórias de motoristas de ônibus e veículos de carga, de que já ficaram 15 dias paradas na estrada, sem água, comida, sem nenhum posto de atendimento.
De fato o Pará no Oeste do Estado é outro, e com uma realidade diferente, com muitos gaúchos, capixabas entre outros sulistas. Estes mudaram a realidade do município e da região. A região é uma das maiores produtoras de cacau, e como podemos proporcionar o desenvolvimento sem uma estrada para escoar a produção.
Tenho certeza que a realidade desta região seria completamente diferente se tivéssemos apenas uma estrada que nos integrasse ao próprio Estado do Pará. Acho ainda que falta um JK em todo Brasil, e mais ainda para este Estado que sofre e que vive feliz, que apesar de todos os problemas todo dia acorda para trabalhar disposta e prota para servir que vem até aqui.
Ao Governo Federal, posso dar duas pequenas idéias, privatizem essa estrada, ou suspendam um mês os benefícios do Bolsa Família e invistam nesta região, principalmente, garantido o direito de ir e vir pela, que seria, o maior eixo de integração regional do País. Os resultados:
1. Uma família em condição de produzir e escoar;
2. Empresas em condição de ofertar produtos mais baratos e desenvolver o consumo da região.
3. As empresas terem os produtos disponíveis para atendimento, pois é fato o problema do abastecimento local em Altamira;
4. Facilitar o acesso aos municípios e ao desenvolvimento econômico, principalmente para o Turismo;
5. Desenvolvimento de novos negócios e então novos empregos. E pela impressão que tenho, conseguimos criar mais de 100.000 empregos e uma forma sustentável de desenvolvimento.
6. Acesso da região ao atendimento médico localizado no município de Altamira.
7. Acesso de moradores e produtos deste município aos outros municípios, como o refrigerante Xingu, que já foi comercializado em Tucuruí, mas hoje não é mais em função da estrada intrafegável.
8. Não tenho como relatar todos os problemas pois trabalhei bastante esta semana e não consegui mais informações, mas a sua imaginação pode dar alguma resposta ainda.
Fico lembrando o quanto eu pensei em conhecer Santarém, enquanto morava em Tucuruí, uma linda cidade e praias atrativas, mas eu somente poderia se eu fosse até Belém de ônibus e depois pegasse uma vôo. O custo disso, R$ 1.000,00. Enquanto se eu pegasse um carro e andasse pela BR 230, asfaltada, poderia chegar e voltar por pouco mais de R$ 370,00 com um carro que consuma 12 km/l. Hoje essa viagem já acontece, mas somente no verão. E não aconselhável para veículos urbanos. Tempo de viagem: no verão 36 horas para 800 km, no inverno talvez 30 dias no mínimo.
Ainda não podemos deixar de comentar, que no ano passado a força nacional esteve por aqui paralisando as madeireiras, pois estavam retirando a nossa riqueza de forma “brutal” mas o que não se fala na mídia é a condição como essas pessoas que aqui pois não possuem outra opção de fonte de renda, e hoje o comércio local sente fortemente. Desta maneira, somente podemos concluir que o responsável pelo desmatamento é o próprio poder público que omissamente não dá assistência a população que vive aqui na Transamazônica.

Gleydson Costa

1 comment:

Anonymous said...

é verdade...